terça-feira, setembro 22, 2015

O Tio acaba acordado às quatro da manhã #2

Desta vez, não fui acordado com barulho de ferros ou com o que vou descrever a seguir Já estava acordado. Ando meio atacado da sinusite e tenho passado algumas noites a acordar várias vezes a meio da noite para ir ao WC, ir à cozinha beber água, etc. Provavelmente, se não fosse me ter levantado, eu tinha continuado a dormir.


Devido a andar a dormir mal, lá me levantei pela terceira vez para beber um bocado de água (eu tinha um copo de água à beira... mas tinha acabado nas outras duas vezes) e voltei para a caminha, onde estava confortável e no quentinho. De repente, como trovão no verão, ouço o seguinte:

Ela (A gritar): Nojento! És um nojento! Que nojo! Nojento! Que porco! Nojento! ... (Chamar mais umas vinte vezes de porco e nojento) ... (Qualquer coisa ininteligível) de quatro! Porco! És um porco! Que nojo! Porco!
Ele não falou durante todo este tempo. Provavelmente já tinha adormecido.


Isto durou pouco mais que dois minutos, mas despertou-me de qualquer sono que eu ainda tivesse. Até a minha menina se obrigou a despertar para ouvir a discussão do andar de cima (quando acabou a discussão ela voltou a adormecer que nem um calhau passo uns minutos). Mas as grandes dúvidas são as seguintes:

  1. O que a levou a fazer tal chinfrim às tantas da madrugada?
  2. Só conheceria as palavras nojento, nojo e porco?
  3. O que deve ter ela dito na tirada "(Qualquer coisa ininteligível) de quatro!"
Desta vez não me acordaram. E creio que não acordasse com apenas isto visto que nem durou 2 minutos. Mas fiquei a matutar quando acordei hoje de manhã... O que raio foi de quatro e até que ponto quero eu realmente saber disso. Enquanto que tenho aquela curiosidade saudável em querer saber, acho que prefiro não saber e ficar na felicidade da minha ignorância. Ignorance is bliss!

segunda-feira, setembro 21, 2015

O Tio e a relação com a CP

Quem me conhece sabe que sou um grande fã de transportes públicos, seja comboio ou autocarro (embora enjoe no último). Também sou aficionado de andar de bicicleta ou a pé, seja como passeio ou para o trabalho. Daí que não é surpresa eu ser cliente da CP (como se houvesse outra alternativa). Ando de comboio desde que tenho noção do eu. E tenho de admitir que a nossa rede de transportes públicos nacional (todas as companhias juntas) até que é bastante boa e é um dos motivos pelo qual nunca tirei carta. O outro é porque nunca tive dinheiro para devotar a uma carta de condução.

No entanto, eu, como tantos outros, ando numa relação amor/ódio com a CP. Seja por causa das greves que já lhes fizeram perder o apoio do povo, seja pela clara discriminação que existe quando uma ou outra pessoa entra no comboio a correr sem validar o cartão, seja pela minha última razão de que as promoções que eles fazem não são claramente anunciadas.


Já num fim de semana passado, fim de semana em que ocorreu o NOS em debandada, uma promoção estava a decorrer para quem fosse para o Porto, só pagava 2€ por uma viagem de ida e volta (viagens de ida e volta para Braga ascendem até aos 6,20€). No entanto, esta promoção estava apenas válida para quem fosse ao NOS em Debandada (porque a feira do livro estava fazia e não ajuda a trazer pessoal ao Porto).

Novamente, desde 16 a 22 de Setembro, 14ª semana europeia da mobilidade, a CP tem esta promoção activa para os percursos das linhas do Porto. De novo, 2€ por uma viagem de ida e volta, de qualquer sitio até ao porto, desde que limitado a suburbanos. Quer dizer... Desde 16 a 22 de Setembro EXCEPTO NO DIA 20, no qual só paga 2€ quem tiver carta de condução.

Ora... Eu perdi a primeira por falta de publicidade da promoção (lamento se não tenho interesse no NOS em debandada), perdi esta mesma promoção da semana da mobilidade, quando voltava para a terrinha, por culpa minha (vamos lá admitir que a culpa não é toda da CP), e perdi a de domingo porque a informação que está na página da CP não está completa (não foi bem perdida, mas podia ter voltado no dia anterior). Somente na bilheteira me disseram que no dia 20 e só naquele dia, durante toda esta semana, a promoção só é válida para quem tem carta.



Ora não sei se foi por ser domingo (dia em que ninguém sai de casa), se é por ter sido jogo do Porto contra o Benfica (que obviamente vai ter o estádio às moscas), se por ser o dia escolhido pela maioria dos estudantes para voltar de casa para a universidade (toda a gente sabe que estudante não usa comboio), mas tinham logo que escolher hoje para discriminar toda a gente que não tem carta de condução (que deve ser uma percentagem ínfima da qual eu faço parte).


Arre CP! Até parece que estás a escolher o feriado que dá jeito para fazer greve.

quinta-feira, setembro 17, 2015

O Tio acaba acordado às quatro da manhã

Todos temos vizinhos mas nem todos os queremos!

Tenho de admitir que nunca tive problemas com vizinhos. Nem na minha terrinha, nem durante a minha frequência universitária, nem sequer neste último ano que estive mais a morar com a minha menina que em minha casa. Mas agora mudámos-nos para um local novo. Um local mesmo no centro da área estudantil da Universidade de Braga (aviso já que o "barulho" de cantares e actividades nocturnas como cafés e música não nos afecta tanto como a outros).

Apenas como referência da zona.
Partindo do primeiro prédio, a maioria é habitado por estudantes, em ambos os lados da estrada.

E todo um mundo novo se abre! Antes que digam "Ai, são os estudantes!", desenganem-se. Não são os estudantes. Não digo que os estudantes sejam anjinhos que primam pelo silêncio. Mas também não são os monstros que todos os fazem parecer.

A minha primeira semana nesta nova localização começou logo com uma discussão com direito a chapadas e coisas pelo ar do apartamento no andar de baixo/cima (não faço a mínima ideia de qual era que fazia eco). A segunda semana, a mesma coisa, mas sem chapadas. Esta semana, distúrbios nos andares entre residentes e estudantes. E nestas três ocasiões, nenhum destes "cagaçais" foi iniciado por estudantes. A quem diz que os estudantes isto, os estudantes aquilo, estão muito enganados.

Infelizmente, por muito que defenda os estudantes e que eles (pelo menos a maioria) são pessoas decentes, que têm em conta os vizinhos, há sempre algum que vem deitar todo o meu "trabalho" por terra abaixo. Tal aconteceu hoje, às quatro da manhã, em que alguém descobriu que bater ferro contra ferro faz barulho suficiente para acordar dois prédios. Esse alguém, que depois falou e se notou que era um rapaz, devotou-se a estar desde as quatro até às cinco da manhã a bater com os ferros que apoiam pessoas com dificuldades motoras até o próprio gestor de condomínio ter de vir fora do prédio mandar vir com ele.

Barulhos desta zona já nem nos chegam aos ouvidos.

Uma percentagem de um em quatro não é má, mas fez com que eu (e provavelmente toda a gente nos prédios à volta) não dormisse pevas até o sol raiar. Obrigado por me incluírem a diversão nocturna estudantil, mas deixem-me dormir.

PS. Até ao momento, presumo que seja um estudante, mas não necessariamente um residente em nenhum dos prédios visto que, todas as manhãs, a entrada do meu prédio mais parece um caixote do lixo, tendo sido uma sala de chuto durante a noite anterior.

quinta-feira, setembro 10, 2015

Os workshops do Tio para Universitários


Agora que as matriculas para as universidades já abriram, eu vejo diariamente pequenos grupos de alunos, com ou sem pais, à procura de casa, a conhecer a zona, a saber onde ficam as lojas mais baratas. Sendo assim, eu patrocino e administro os seguintes workshops, os quais foram testados e verificados intensamente por mim, durante a altura em que na universidade andei.

Logo, se queres aproveitar a tua vida académica ao máximo, estes workshops podem ajudar-te:

"Cozinha 10 pratos diferentes sem dificuldade", vulgo para "Abrir uma lata de atum não é cozinhar".
"Limpeza e manutenção da tua casa", vulgo para "Como varrer, limpar, lavar, aspirar e não empilhar loiça suja  na banca da cozinha de maneira segura e eficaz".
"Controla o teu tempo antes dos exames", vulgo para "Como não sair na noite anterior ao exame".
"Controla o teu orçamento semanal", vulgo para "Não fiques sem dinheiro à segunda feira".
"Como ter vida social na universidade", vulgo para "Ter segurança durante uma bebedeira."
"Comunicação entre alunos e professores", vulgo para "Como não explodir na sala de aula, independentemente de quem tem razão".
"Como estudar de maneira contínua", vulgo para "Como não aceder a redes sociais durante o estudo".


Acho infelizmente que o workshop de "Como encontrar casa", vulgo para "Se diz que é perto, é porque não é", já não é prático para esta altura do campeonato. Desejo a melhor das sortes para os alunos deste ano e não desistam dos vossos sonhos, passem eles pela universidade ou não.